WALK - Foo Fighters

SERIA O ROLEX? - Móveis

Minha homenagem à Naya Rivera, de Glee… bah, que nada, é só uma desculpa sacana para postar uma música boa. 

Sempre dou uma lida em fofocas, porque, pimenta no dos outros é refresco e toda futilidade tem lá sua diversão. É como refrescar o cérebro, já que não é preciso pensar ao ler esse tipo de material.

Conheço Naya Rivera por causa do seriado Glee e a personagem dela era uma das minhas favoritas… mas, nem mesmo ela e outros favoritos me fazem ver o seriado hoje em dia, que tornou-se uma peça de tortura usada nos presos em Guantánamo.

Enfim, vê-la nas fofocas me chamou a atenção. Li que ela estava noiva de um tal de Big Sean. Eu lembro de ver alguma coisa desse moço na VH1. A música dele era um troço horrível e o clipe tinha vulgaridade cliché do rap americano.

O rap brasileiro, aliás, dá de 10 mil a zero nesses gringos de hoje em dia em conteúdo e arranjos. O Criolo, então, acertou em cheio: “O que não é seriado da Fox, é playboy se acabando no óxi”, ou seja, é tudo droga. Glee é da Fox… ih, é narcótico! Big Sean também é uma bela droga. 

Diante disso, meus irmão, limpai-vos os ouvidos, higienizai a alma com um pouco de música de qualidade. E lembre-se que ler fofoca só é bom em doses controladas, porque o exagero pode provocar degeneração cerebral.

No mais, toca Móveis que é diversão saudável.

OTRA VEZ - Natalia Lafourcade Y La Forquetina

De um disco que gosto muito, mas depois a Lafourcade virou hipster.

CROISSANT - Tico de Moraes

Yes, Brasília tem jazz!

MARQUEE MOON - Television

Musicão no tamanho e na qualidade.

O dia em que JK jogou basquete.

DING DONG THE WITCH IS DEAD - Harry Connick Jr

Em homenagem a morte de Joffrey Baratheon em Game of Thrones. Essa música foi tocada depois do Purple Wedding.

SOFAR SOUNDS EM BRASÍLIA

Por Djenane Arraes

Sofar Sounds foi uma iniciativa que nasceu em Londres cuja proposta é trazer o artista para perto do público. Bom, isso as redes sociais fazem isso relativamente bem, e depois é possível ir a um show para prestigiar, certo? Redes sociais não envolvem corpo-a-corpo e um show pode ser um tanto impessoal. Numa casa de shows não há como manter o foco o tempo todo porque há muitas distrações em volta. O Sofar é uma proposta que resolve esse problema: numa sala qualquer (não tão qualquer assim), os artistas se apresentam num formato compacto para poucos, porém muito interessados. Não há formalidades, mas isso não quer dizer que não exista uma ótima organização por trás.

O Sofar Sounds é realizado em algumas capitais brasileiras, isso inclui Brasília, em parte por causa de Adolfo Neto, que representa o projeto na cidade e ainda funciona como uma espécie de olheiro de talentos. Vou chegar lá. Segundo Adolfo, seis edições foram realizadas na capital, sendo que a mais recente aconteceu no domingo, dia 13 de abril, numa casa muito peculiar no Lago Sul. Eu estive lá, não como jornalista, mas como público interessado.

Depois de uma matéria na internet de um grande veículo de comunicação, salvei a página de inscrição e me candidatei para o show de Brasília. Algumas semanas depois, recebi a resposta positiva e recebi o link para fazer a contribuição financeira com o projeto, pagar o ingresso de R$20. Tudo isso para ver um show surpresa num lugar idem. 48 horas antes do evento, recebi um e-mail revelando o local do show com todas as instruções: levar o ingresso, documento com foto e instruções de etiqueta, como deixar o celular no silencioso e não fotografar com flash.

Claro que fiz pesquisa na internet para ficar por dentro do projeto e ver que não se tratava de picaretagem. Sabia que havia um padrão de organização a ser seguido, mas ainda estamos no Brasil e as coisas saem tortas. Por isso fiquei surpresa positivamente com a organização. A casa residencial estava demarcada com o logo do Sofar, havia uma recepcionista com a lista com o nome dos presentes e a sala estava toda organizada, assim como também a venda das cervejas e refrigerantes. Mas se você pedir um copo de água para o dono da casa, também vale. Na lista constavam 60 pessoas, sendo que, segundo Adolfo, 36 foram os “contribuintes”. Os demais eram os próprios músicos e respectivos convidados.

No Line Up havia uma banda e dois artistas solos: Macunas, Marco Michelangelo e Tico de Moraes. Conhecia nenhum dos três, mas estava aberta ao trabalho de todos eles, afinal, esse também é o propósito do projeto. Macunas é também a banda de Adolfo Neto, onde ele toca baixo. Panelinha correto. Aí está outra diferença interessante: Adolfo organiza e é um curador. Ele garimpa oq eu acha interessante em Brasília, indica os artistas para a organização em Londres e eles, os gringos na Europa, é quem montam o line up. Segundo as regras, mesmo com o organizador entre os integrantes, a Macunas cumpriu o horário de apresentação (20 minutos) e mostrou um som bem interessante. Boa banda.

Marco Michelangelo definiu-se como um dramaturgo que usa a música como uma extensão do ofício. Ele mantém, inclusive, uma cia de teatro junto com o irmão. Sei lá se a música é prioridade ou não para Marco, mas bem que ele nasceu para a coisa. Em apresentou canções com letras espertíssimas, bem construídas. Penso em Marco como um Caetano Veloso com discurso mais coerente e por vezes mais inteligente. Marco Michelangelo foi uma grata surpresa para mim.

Tico de Moraes apresentou a pela voz em canções em inglês e uma em português. O set list montado por ele reuniu canções em estilo jazz standard, com um gostinho de Dean Martin em letras confessionais, mas sem uma grande orquestra por trás. O formato minimalista do Sofar criou uma atmosfera favorável à Tico e Marco, que certamente ganhou alguns fãs ali. Que esse pessoal possa ajudar a fazer a diferença na carreira deles.

Para se inscrever para uma edição do Sofar Sounds no Brasil, visite a página oficial do projeto (www.sofarsounds.com) e se inscreva no Mailing List da cidade em que está (ou a que você estará). Sempre que houver uma edição se aproximando, você será avisado e convidado a se inscrever.

 

Já viu Death of a Superhero? Ótimo filme Irlandês/Alemão sobre um adolescente talentoso e de grande imaginação que enfrenta um câncer terminal. Essa sequência é uma das mais emblemáticas. Vale a pena conferir.

OCTOBER ROLLS - Cardinal Sons

New Orleans, o nascedouro do jazz, também faz indie. Não é que esses caras sejam a cocada, mas o som é bem agradável.

BORN WITH A BROKEN HEART - David Wax Museum

Quando ser indie não significa ser chato!

AS SHE WALKED AWAY - Paddy Milner